Para ver
- quando tudo parece difícil
- quando nada parece fazer sentido
- quando as pessoas brigam por coisas sem motivo
- quando a luz parece (será?) não estar no fim do túnel
E principalmente para ver quando você pensa que conhece alguém, confia, e, na realidade, não conhece, e se magoa...
Porque há coisas muito mais importantes no mundo
segunda-feira, janeiro 21, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Viver cá
Adoro essa publicidade. Não está completa, mas foi a que consegui encontrar.
E num dia cinzento como hoje, em que não há esperança de nada, para nada e por nada, apetece-me "cair na real". É que estou em Portugal.
A publicidade toda diz:
"Tirem-me a vista.
Tirem-me para sempre a luz de Lisboa, tirem-me as encostas do Douro, o Tejo e o Alentejo, tirem-me a calçada dos passeios e os azulejos da parede.
Tirem-me o ouvido.
Tirem-me para sempre o choro da guitarra e o pranto do fadista, tirem-me os pregões das mulheres do bulhão e a pronúncia de norte a sul, tirem-me a fúria de espuma das ondas e o grito do golo.
Tirem-me o tacto.
Tirem-me para sempre o sol de Inverno a bater na cara, tirem-me o barro a ganhar forma entre os dedos, tirem-me o rosto queimado da minha mãe e a mão áspera do meu pai.
Tirem-me tudo isto, mas não me tirem o gosto.
Porque se eu ainda for capaz de saborear a alheira a rebentar de sabor, ou o bacalhau com todos a nadar em azeite, serei capaz de dizer, se não me tirarem a fala, que estou em Portugal".
segunda-feira, dezembro 31, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
Viena 1
Estou a dever um post há semanas. É que, a viagem foi tão boa, e a chegada tão ruim, que ainda não consegui digerir. Essa gripe não me larga, e LF também está super-doente. Já há quem diga que temos que ir à bruxa, porque a inveja em cima de nós está por demais…rsrsrsrsrsrsrsrs.
Mas, como diria Jack, o estripador, “vamos por partes”.
Saída de Lisboa
- Jantar a correr, mas em excelente companhia. Conheci a Marcita e o marido. Casal fantástico. Super-simples e simpático. Adorei conhecê-los. Fiquei com muita pena do nosso encontro ter sido por pouco tempo, mas espero que se repita em breve.
- Avião da SkyEurope apertadinho. Mas, como em 99,9 por cento das vezes viajo em económica (só viajei uma vez em executiva e amei, mas o bolso não permite, né?) não dá para reclamar. Como foi de madrugada, dormi um bocado e nem senti falta de comidinha (é tudo pago à parte). Na chegada, um aeroporto que achei pequeno e sem muitas indicações em inglês. Enquanto a mala não chegava aproveitamos para comprar um bilhete no autocarro que vai até o centro da cidade e, melhor ainda, um passe para nós os dois, válido pelos quatro dias.
-No caminho para o hotel ainda estava um bocadinho escuro, e não vi muitas coisas. Além disso, pegámos o metro e aí é que não vi nada mesmo. O hotel ficava a uns 50 metros da estação de Taubstummengasse. Maravilha. Era o Hotel Johann Strauss, e eu adorei. Mal chegamos e compramos logo um City-Tour, para identificar os sítios a visitar. Edifícios lindos, monumentos maravilhosos, enquanto o guia contava um bocadinho da história da cidade.
Mas, como diria Jack, o estripador, “vamos por partes”.
Saída de Lisboa
- Jantar a correr, mas em excelente companhia. Conheci a Marcita e o marido. Casal fantástico. Super-simples e simpático. Adorei conhecê-los. Fiquei com muita pena do nosso encontro ter sido por pouco tempo, mas espero que se repita em breve.
- Avião da SkyEurope apertadinho. Mas, como em 99,9 por cento das vezes viajo em económica (só viajei uma vez em executiva e amei, mas o bolso não permite, né?) não dá para reclamar. Como foi de madrugada, dormi um bocado e nem senti falta de comidinha (é tudo pago à parte). Na chegada, um aeroporto que achei pequeno e sem muitas indicações em inglês. Enquanto a mala não chegava aproveitamos para comprar um bilhete no autocarro que vai até o centro da cidade e, melhor ainda, um passe para nós os dois, válido pelos quatro dias.
-No caminho para o hotel ainda estava um bocadinho escuro, e não vi muitas coisas. Além disso, pegámos o metro e aí é que não vi nada mesmo. O hotel ficava a uns 50 metros da estação de Taubstummengasse. Maravilha. Era o Hotel Johann Strauss, e eu adorei. Mal chegamos e compramos logo um City-Tour, para identificar os sítios a visitar. Edifícios lindos, monumentos maravilhosos, enquanto o guia contava um bocadinho da história da cidade.
- O trajecto parou no Palácio de Schönbrunn. Lindo, maravilhoso. Sinceramente, eu nem sabia para onde olhar. E quando descobri que pessoas ‘normais’ moravam lá, em apartamentos? (normais é o escambau, tem que ter muito dinheirinho para isso). Amei o passeio, mas detestei o final. É que o guia nos ‘esqueceu’ lá no palácio e o autocarro foi embora. Lá voltamos nós (eu, LF, duas amigas e um casal de açorianos) de metro até o local previsto para o fim do passeio, junto ao edifício da Ópera Nacional, em pleno coração da Ringstrasse. Nada grave, porque o passeio terminava ali mesmo..jpg)
- Chegando à Stephansplatz, somos recebidos pela Stephansdom (catedral de S. Estêvão). Linda, linda. Um cartaz anunciava que, no feriado de 01 de Novembro, haveria um culto especial, onde seria tocado o órgão. LF quase cortou os pulsos quando percebeu que, no sábado, iriam tocar o Requiem de Mozart. AAAAAAAAARGH.
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- Voltamos para o Hotel e comemos qualquer coisinha, e tirámos uma soneca, porque ninguém é de ferro depois de uma noite sem dormir. Fomos depois até o Hofburg, onde fica o museu…… da SISSI!!!! Ele está dividido em duas partes e, como já era tarde, cerca de 16 horas, e o museu fechava às 17h30, só vimos uma, a exposição ‘Silver Collection’, onde estavam à mostra os utensílios (em ouro, prata, porcelana finíssima) que eram usados pela família real. Eu estava absolutamente encantada.
- Nesse dia fomos jantar num restaurante italiano perto do hotel. Eu estava cheia de medo dos preços, mas acabámos por pagar o mesmo que em Portugal. E a comida estava maravilhosa. Fomos dormir num quarto super-quentinho (estava frio em Viena, mas um frio muito gostoso).
- Nesse dia fomos jantar num restaurante italiano perto do hotel. Eu estava cheia de medo dos preços, mas acabámos por pagar o mesmo que em Portugal. E a comida estava maravilhosa. Fomos dormir num quarto super-quentinho (estava frio em Viena, mas um frio muito gostoso).
quarta-feira, novembro 07, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
Eu vou, eu vou...
Eu devia ter entre seis e sete anos quando este episódio ocorreu. Não lembro se o meu irmão mais novo já era nascido, mas isso também não é importante:
Esse dia devia ser feriado, porque não fui às aulas. Sempre gostei da escola, talvez por me sentir muito solitária. Lembro, como se fosse hoje, do dia em que fui “barrada” no jardim-de-infância, porque ao invés de usar calças vermelhas em tecido, usava calças vermelhas de lãzinha. Para as directoras devia ser mais importante manter um sistema igualitário (era um jardim-de-infância público e, se calhar, eu parecia muito ‘phina’ com aquelas calças), do que ligar para os sentimentos de uma criança que foi proibida de entrar na escola. Lembro de chorar até soluçar em cima do balcão da padaria, ao lado da caixa registadora. Um trauma.
E porque nunca faltava às aulas – nem meu pai o permitiria, a não ser que eu estivesse já com um pé no caixão – penso que devia ser um feriado. Todos os dias, depois do jornal da hora do almoço, passava o “Vale a Pena Ver de Novo” e a famosa “Sessão da Tarde”. Eu adorava os filmes… Assisti muitos clássicos e romances “água com açúcar”, já que os clássicos mais densos ficavam para a madrugada (mas, eu só descobri a “Sessão Coruja”, como se chamava, quando cheguei à ‘aborrescência’).
Naquele dia estava programado um filme que marcou a minha vida e os meus sonhos de criança: “Sissi”.
A princesa era linda e a história era mais bonita ainda (para os meus pobres padrões românticos e infantis). Inesquecível a cena em que a irmã pensa que ele lhe vai entregar as rosas (o que simbolizava que ela era a noiva escolhida por ele), e o príncipe entrega à Sissi.
Devorei o filme e chorei rios de lágrimas pelos dois dias seguintes, porque passavam os outros dois filmes da trilogia e eu tinha que ir para o colégio. A minha mãe foi inflexível.
Para piorar, a Jaqueline, minha amiga lá na rua, também filha de portugueses, ganhou uma boneca Sissi. Era linda. Bem, eu tinha uma Susie, que a minha mãe trouxe quando foi à entrega do espadim do meu irmão Carlinhos. Mas, apesar do vestido comprido vermelho que ela tinha, não se comparava ao vestido de baile da Sissi…
Muitos e muitos anos depois, se não estava na faculdade estava prestes a entrar, vi num clube de vídeo os três filmes e outros com a mesma actriz, Romy Schneider. É claro que não sosseguei enquanto não assisti todos os que estavam disponíveis (A triologia da Sissi, Os Jovens Anos de uma Rainha, o Imperador e a Padeira, Ludwig).
Já em Portugal, comprei uma biografia sobre Sissi (A Imperatriz) e um outro livro onde romanceiam um ‘possível’ episódio de sua vida (A Valsa Inacabada).
Sempre que falava a LF que um dia gostava de lá ir, ele dizia que a Áustria era um lindo país (já lá esteve), mas que era muito caro.
Bem, o meu sonho de infância vai realizar-se na próxima terça-feira: Vamos até Viena! Eu vou ver o castelo da Sissi!
Esse dia devia ser feriado, porque não fui às aulas. Sempre gostei da escola, talvez por me sentir muito solitária. Lembro, como se fosse hoje, do dia em que fui “barrada” no jardim-de-infância, porque ao invés de usar calças vermelhas em tecido, usava calças vermelhas de lãzinha. Para as directoras devia ser mais importante manter um sistema igualitário (era um jardim-de-infância público e, se calhar, eu parecia muito ‘phina’ com aquelas calças), do que ligar para os sentimentos de uma criança que foi proibida de entrar na escola. Lembro de chorar até soluçar em cima do balcão da padaria, ao lado da caixa registadora. Um trauma.
E porque nunca faltava às aulas – nem meu pai o permitiria, a não ser que eu estivesse já com um pé no caixão – penso que devia ser um feriado. Todos os dias, depois do jornal da hora do almoço, passava o “Vale a Pena Ver de Novo” e a famosa “Sessão da Tarde”. Eu adorava os filmes… Assisti muitos clássicos e romances “água com açúcar”, já que os clássicos mais densos ficavam para a madrugada (mas, eu só descobri a “Sessão Coruja”, como se chamava, quando cheguei à ‘aborrescência’).
Naquele dia estava programado um filme que marcou a minha vida e os meus sonhos de criança: “Sissi”.
A princesa era linda e a história era mais bonita ainda (para os meus pobres padrões românticos e infantis). Inesquecível a cena em que a irmã pensa que ele lhe vai entregar as rosas (o que simbolizava que ela era a noiva escolhida por ele), e o príncipe entrega à Sissi.
Devorei o filme e chorei rios de lágrimas pelos dois dias seguintes, porque passavam os outros dois filmes da trilogia e eu tinha que ir para o colégio. A minha mãe foi inflexível.Para piorar, a Jaqueline, minha amiga lá na rua, também filha de portugueses, ganhou uma boneca Sissi. Era linda. Bem, eu tinha uma Susie, que a minha mãe trouxe quando foi à entrega do espadim do meu irmão Carlinhos. Mas, apesar do vestido comprido vermelho que ela tinha, não se comparava ao vestido de baile da Sissi…
Muitos e muitos anos depois, se não estava na faculdade estava prestes a entrar, vi num clube de vídeo os três filmes e outros com a mesma actriz, Romy Schneider. É claro que não sosseguei enquanto não assisti todos os que estavam disponíveis (A triologia da Sissi, Os Jovens Anos de uma Rainha, o Imperador e a Padeira, Ludwig).
Já em Portugal, comprei uma biografia sobre Sissi (A Imperatriz) e um outro livro onde romanceiam um ‘possível’ episódio de sua vida (A Valsa Inacabada).
Sempre que falava a LF que um dia gostava de lá ir, ele dizia que a Áustria era um lindo país (já lá esteve), mas que era muito caro.
Bem, o meu sonho de infância vai realizar-se na próxima terça-feira: Vamos até Viena! Eu vou ver o castelo da Sissi!

quinta-feira, outubro 11, 2007
O sonho
Amanhã assinalo 11 anos do meu acidente de carro.
Não vou dizer que parece que foi ontem. Pelo contrário. Parece que foi há dezenas de anos. Só lembro mesmo porque amanhã, no Brasil, também se comemora o Dia das Crianças e o Dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do país.
O que ficou desse dia? Bem… ficou umas cicatrizes na perna, uma ciática e mais algumas mazelas que, futuramente, vão dar as caras. O mais importante de tudo: um sonho absolutamente delicioso com o meu pai, e que vai me acompanhar pelo resto da minha vida.
Naquele dia, era um sábado, estava de plantão no jornal durante a manhã. À tarde, depois do almoço, fui deitar num dos meus lugares predilectos da casa: o sofá da sala, onde quase ninguém entrava. Dormi e sonhei…
Eu estava na Igreja da minha rua, sentada num dos bancos compridos, quando entrou um homem e sentou na minha frente. Fiquei com “a pulga atrás da orelha”, porque estava a reconhecer aquela nuca, aqueles cabelos, mas só consegui ver quem era quando ele se pôs de perfil. Eu disse: “pai?!”, e ele se levantou e saiu.
Encontrei com ele na frente da igreja. Eu chorava e dizia: “Pai, o senhor vive aparecendo para a minha mãe, porque não aparece para mim?”. Ele olhou para mim, deu um meio-sorriso e disse: “Adriana… Você é muito boba mesmo? Quem é que você acha que deixa a luz da cozinha acesa quando você vai beber leite de madrugada na geladeira?”.
Eu comecei então a rir e a chorar, porque eu tinha esse hábito. Muitas vezes acordava de madrugada e ia até o frigorífico, tirava o pacote de leite com chocolate e bebia um copo. Em várias ocasiões a luz da cozinha estava acesa e eu sempre achei que era o meu irmão mais novo, o Júnior, que esquecia.
Foi então que ele disse as palavras que nunca mais vou esquecer:
“Adriana, você é muito boba mesmo… Eu sempre vou estar do seu lado, eu sempre vou te acompanhar”.
Nesse instante eu acordei.
Naquele dia, à noite, tive o acidente. Eu fracturei a bacia, o fémur e a tíbia. Do meu carro pouco sobrou.
Quando acordei, lembrei desse encontro.
Nunca mais sonhei com o meu pai.
Não vou dizer que parece que foi ontem. Pelo contrário. Parece que foi há dezenas de anos. Só lembro mesmo porque amanhã, no Brasil, também se comemora o Dia das Crianças e o Dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do país.
O que ficou desse dia? Bem… ficou umas cicatrizes na perna, uma ciática e mais algumas mazelas que, futuramente, vão dar as caras. O mais importante de tudo: um sonho absolutamente delicioso com o meu pai, e que vai me acompanhar pelo resto da minha vida.
Naquele dia, era um sábado, estava de plantão no jornal durante a manhã. À tarde, depois do almoço, fui deitar num dos meus lugares predilectos da casa: o sofá da sala, onde quase ninguém entrava. Dormi e sonhei…
Eu estava na Igreja da minha rua, sentada num dos bancos compridos, quando entrou um homem e sentou na minha frente. Fiquei com “a pulga atrás da orelha”, porque estava a reconhecer aquela nuca, aqueles cabelos, mas só consegui ver quem era quando ele se pôs de perfil. Eu disse: “pai?!”, e ele se levantou e saiu.
Encontrei com ele na frente da igreja. Eu chorava e dizia: “Pai, o senhor vive aparecendo para a minha mãe, porque não aparece para mim?”. Ele olhou para mim, deu um meio-sorriso e disse: “Adriana… Você é muito boba mesmo? Quem é que você acha que deixa a luz da cozinha acesa quando você vai beber leite de madrugada na geladeira?”.
Eu comecei então a rir e a chorar, porque eu tinha esse hábito. Muitas vezes acordava de madrugada e ia até o frigorífico, tirava o pacote de leite com chocolate e bebia um copo. Em várias ocasiões a luz da cozinha estava acesa e eu sempre achei que era o meu irmão mais novo, o Júnior, que esquecia.
Foi então que ele disse as palavras que nunca mais vou esquecer:
“Adriana, você é muito boba mesmo… Eu sempre vou estar do seu lado, eu sempre vou te acompanhar”.
Nesse instante eu acordei.
Naquele dia, à noite, tive o acidente. Eu fracturei a bacia, o fémur e a tíbia. Do meu carro pouco sobrou.
Quando acordei, lembrei desse encontro.
Nunca mais sonhei com o meu pai.
quarta-feira, outubro 03, 2007
Considerações sobre o tempo
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Há dias em que não devíamos levantar da cama… Principalmente quando a noite anterior contou com uma grande jantarada, e você ainda tem os petiscos todos no estômago.
Adiante, que isso corre o risco de tornar-se escatológico.
Os dias têm estado, hum, assim-assim. E eu meio que gosto-não-gosto de dias assim.
Gosto de não estar aquele calor estúpido que me deixa mole, mas não gosto de ter que ir para a rua com vento ou chuva.
Gosto de vestir roupas mais aconchegadas, mas não gosto de ter vestido muita roupa no frio da manhã e ver, ao meio-dia, um sol esplendoroso.
Gosto de dormir quentinha, mas não gosto de sair do ‘ninho’ de manhã cedo.
Gosto de lençóis de flanela (ainda não os coloquei), mas não gosto do tempo que a roupa demora a secar depois de lavada.
Gosto de usar botas, mas não gosto de ‘perder’ os meus pés de vista.
Gosto do cheiro da chuva na terra molhada, mas não gosto de perder a claridade do sol.
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Não posso dizer que tenho saudades do verão, porque o deste ano não foi lá grande coisa. Mas, sei que daqui a uns tempos, já vou estar a reclamar que o calor nunca mais vem.
quinta-feira, setembro 20, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
Tal e qual a Fénix...
A Fénix é uma ave da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e depois renascia das próprias cinzas.
Hoje estou assim... Fénix. Quase que literalmente.
Mais uma edição do jornal saiu hoje para as ruas, e no blog de um amigo, um grande elogio.
http://www.canildodaniel.blogspot.com/
Outra foto, do mesmo dia, recebeu hoje a aprovação para entrar no site www.olhares.com
http://olhares.aeiou.pt/fogo_que_arde_e_se_ve/foto1458569.html
E eu acabei por cremar as minhas tristezas, e ressurgir para um dia feliz...
Obrigada!
Hoje estou assim... Fénix. Quase que literalmente.
Mais uma edição do jornal saiu hoje para as ruas, e no blog de um amigo, um grande elogio.
http://www.canildodaniel.blogspot.com/
Outra foto, do mesmo dia, recebeu hoje a aprovação para entrar no site www.olhares.com
http://olhares.aeiou.pt/fogo_que_arde_e_se_ve/foto1458569.html
E eu acabei por cremar as minhas tristezas, e ressurgir para um dia feliz...
Obrigada!
segunda-feira, setembro 10, 2007
terça-feira, agosto 28, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
Mais um desafio...
O que estavas a fazer há dez anos atrás?
De certeza que estava a trabalhar
O que estavas a fazer o ano passado?
A recuperar de um fecho de edição e a trabalhar...
5 snacks que eu gosto:
Bolachas tuc e studels
Pistachios
Patês (vários tipos, menos sardinha)
Manteigas e cremes com alho (o hálito é que mata)
Amendoins tostados com mel
5 músicas cujas letras conheço de cor:
Quando te vi (Beto Guedes)
Romaria (Elis Regina)
Teresinha (da Ópera do Malandro)
João e Maria (Chico Buarque)
Luísa (Tom Jobim)
5 coisas que faria se fosse milionária:
Parava de trabalhar
Comprava um cafofo em cada uma das minhas cidades preferidas
Não contava tostões com livros e filmes
Passava um ano internada na Corporacion Dermoestética e saía como nova
Talvez acabasse por me animar e seguir um dos mandamentos de Deus… (cada um tire as suas conclusões)… Hum…. Acho que não.
5 coisas que gosto de fazer:
Gosto de dormir
Gosto de ver bons filmes
Já disse que gosto de dormir?
Adoro viajar
Nunca é tarde para dizer que adoro dormir
5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
Umas calças amarelo gema de ovo horrorosas, em cetim, que a minha mãe me obrigou a vestir em criança. Traumatizou, viu, mãe?!
Botas brancas
Top e short de Lycra (já não tenho “catiguria”)
Collants brancos
Babados e laçarotes (uiiiiiiii, tudo junto)
5 brinquedos que eu gosto
Bichos de peluche
A minha Barbie (sim, tenho uma)
Monopólio
Bicicleta
Puzzles
Vou meditar e depois digo para quem eu passo
De certeza que estava a trabalhar
O que estavas a fazer o ano passado?
A recuperar de um fecho de edição e a trabalhar...
5 snacks que eu gosto:
Bolachas tuc e studels
Pistachios
Patês (vários tipos, menos sardinha)
Manteigas e cremes com alho (o hálito é que mata)
Amendoins tostados com mel
5 músicas cujas letras conheço de cor:
Quando te vi (Beto Guedes)
Romaria (Elis Regina)
Teresinha (da Ópera do Malandro)
João e Maria (Chico Buarque)
Luísa (Tom Jobim)
5 coisas que faria se fosse milionária:
Parava de trabalhar
Comprava um cafofo em cada uma das minhas cidades preferidas
Não contava tostões com livros e filmes
Passava um ano internada na Corporacion Dermoestética e saía como nova
Talvez acabasse por me animar e seguir um dos mandamentos de Deus… (cada um tire as suas conclusões)… Hum…. Acho que não.
5 coisas que gosto de fazer:
Gosto de dormir
Gosto de ver bons filmes
Já disse que gosto de dormir?
Adoro viajar
Nunca é tarde para dizer que adoro dormir
5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
Umas calças amarelo gema de ovo horrorosas, em cetim, que a minha mãe me obrigou a vestir em criança. Traumatizou, viu, mãe?!
Botas brancas
Top e short de Lycra (já não tenho “catiguria”)
Collants brancos
Babados e laçarotes (uiiiiiiii, tudo junto)
5 brinquedos que eu gosto
Bichos de peluche
A minha Barbie (sim, tenho uma)
Monopólio
Bicicleta
Puzzles
Vou meditar e depois digo para quem eu passo
segunda-feira, agosto 20, 2007
As minhas 7 maravilhas
A Paula fez o desafio e depois de um fim-de-semana de reflexão (leia-se dormir), aqui dou as minhas respostas. É difícil enumerar as minhas sete maravilhas, mas não podia deixar de dizer estas:
7- A Internet. Para mim, é uma das sete maravilhas do mundo moderno. Quando bem utilizada, pode proporcionar muitas coisas boas.
6- Filmes, filmes, filmes…
5- Viajar. Adoro conhecer lugares novos, mas também gosto de visitar locais conhecidos. Na verdade, desde que seja para sair de casa, estou sempre pronta.
4- Livros, livros, livros… Ah, se eu ganhasse no euromilhões…
3- Cavenca, em Riba de Mouro. A terra dos meus pais é sempre uma lufada de ar fresco na minha vida.
2- A vida de casada. Já foi muito má, já foi muito boa. Está agora a passar por um momento de calmaria. É difícil acertar os ponteiros. Ele não é fácil, mas eu também não sou. Contudo, se for pesar os prós e os contras, a gente se entende… e bem.
1- Claro que é a minha Mãe (nem podia ser outra).
7- A Internet. Para mim, é uma das sete maravilhas do mundo moderno. Quando bem utilizada, pode proporcionar muitas coisas boas.
6- Filmes, filmes, filmes…
5- Viajar. Adoro conhecer lugares novos, mas também gosto de visitar locais conhecidos. Na verdade, desde que seja para sair de casa, estou sempre pronta.
4- Livros, livros, livros… Ah, se eu ganhasse no euromilhões…
3- Cavenca, em Riba de Mouro. A terra dos meus pais é sempre uma lufada de ar fresco na minha vida.
2- A vida de casada. Já foi muito má, já foi muito boa. Está agora a passar por um momento de calmaria. É difícil acertar os ponteiros. Ele não é fácil, mas eu também não sou. Contudo, se for pesar os prós e os contras, a gente se entende… e bem.
1- Claro que é a minha Mãe (nem podia ser outra).
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A Agridoce
e o Ventor
sexta-feira, agosto 17, 2007
Tudo na mesma como a lesma
Tenho tido pouco a dizer. Não tenho feito nada de especial, não aconteceu nada de fantástico na minha vida. Se a Priscila estivesse aqui, diria: “Fogo, véio… é sempre a mesma coisa. Você nunca tem nada para contar”.
Mandei um e-mail, para o Consulado do Brasil, a perguntar pelo meu título de eleitor e outras coisinhas mais. Pensei que iria demorar séculos a receber uma resposta. Contudo, no mesmo dia já tinha as respostas, dadas pela Cônsul-Geral Adjunta, num e-mail muito simpático.
Fiquei mesmo feliz. Pena é que, quando lá for, vou passar horas à espera de uma simples informação. E também não vou conseguir resolver tudo num dia.
E para não dizer que não acontece nada, hoje é um dia especial.
Há 29 anos atrás ele apareceu no mundo.
Não lembro da minha mãe grávida (será que ‘apaguei’ propositadamente da memória?), mas recordo que, quando ele nasceu, no dia seguinte, ou depois, me levaram ao hospital para vê-lo.
O que lembro desse dia: eu estava tão gordinha, que as calças apertavam na cintura. Até a minha mãe se espantou com isso, porque eu nunca fui gorducha. Nessa altura, andava a comer quase uma bisnaga sozinha (carência? Medo do bebé que poderia tomar o meu lugar?).
Bem, não tenho muitas lembranças dele bebé, com excepção dos lindos caracóis que ele tinha e da sua cara de mau, sempre com os machinhos carregados. Quando ele fez um ano, a minha mãe cortou o cabelo dele, e lá foram os caracóis. O mau feitio continuou.
Conforme os anos foram passando, os nossos conflitos eram cada vez maiores. Ele não conseguia aceitar o facto de ter uma irmã (leia-se, mulher) mais velha e com mais direitos do que ele. Eu não conseguia perceber porquê ele teve todos os bonecos do rambo (e muitos mais), enquanto a minha “pepa” foi comprada pela minha mãe e irmãos quase às escondidas do meu pai.
Saímos na porrada inúmeras vezes. Também nos defendemos outras tantas.
Acho que um dos dias mais tristes na vida dele foi quando casei. Até hoje evito um bocado ver as fotos do meu casamento onde estamos juntos. Poucos conseguirão perceber, mas eu vejo que o olhar dele está carregado de sentimentos. Sei que ele sentia que o estava a abandonar.
Não é o melhor irmão do mundo, mas também não é o pior. Ele só precisa crescer, de verdade. Tenho pena, porque sei que ele é o tipo de pessoa que só aprende com os próprios erros, e eu sei que ele, infelizmente, comete vários, e ainda vai cometer muitos outros.
De qualquer forma, é o meu irmão mais novo (a bem dizer, o único que tenho).
Mandei um e-mail, para o Consulado do Brasil, a perguntar pelo meu título de eleitor e outras coisinhas mais. Pensei que iria demorar séculos a receber uma resposta. Contudo, no mesmo dia já tinha as respostas, dadas pela Cônsul-Geral Adjunta, num e-mail muito simpático.
Fiquei mesmo feliz. Pena é que, quando lá for, vou passar horas à espera de uma simples informação. E também não vou conseguir resolver tudo num dia.
E para não dizer que não acontece nada, hoje é um dia especial.
Há 29 anos atrás ele apareceu no mundo.
Não lembro da minha mãe grávida (será que ‘apaguei’ propositadamente da memória?), mas recordo que, quando ele nasceu, no dia seguinte, ou depois, me levaram ao hospital para vê-lo.
O que lembro desse dia: eu estava tão gordinha, que as calças apertavam na cintura. Até a minha mãe se espantou com isso, porque eu nunca fui gorducha. Nessa altura, andava a comer quase uma bisnaga sozinha (carência? Medo do bebé que poderia tomar o meu lugar?).
Bem, não tenho muitas lembranças dele bebé, com excepção dos lindos caracóis que ele tinha e da sua cara de mau, sempre com os machinhos carregados. Quando ele fez um ano, a minha mãe cortou o cabelo dele, e lá foram os caracóis. O mau feitio continuou.
Conforme os anos foram passando, os nossos conflitos eram cada vez maiores. Ele não conseguia aceitar o facto de ter uma irmã (leia-se, mulher) mais velha e com mais direitos do que ele. Eu não conseguia perceber porquê ele teve todos os bonecos do rambo (e muitos mais), enquanto a minha “pepa” foi comprada pela minha mãe e irmãos quase às escondidas do meu pai.
Saímos na porrada inúmeras vezes. Também nos defendemos outras tantas.
Acho que um dos dias mais tristes na vida dele foi quando casei. Até hoje evito um bocado ver as fotos do meu casamento onde estamos juntos. Poucos conseguirão perceber, mas eu vejo que o olhar dele está carregado de sentimentos. Sei que ele sentia que o estava a abandonar.
Não é o melhor irmão do mundo, mas também não é o pior. Ele só precisa crescer, de verdade. Tenho pena, porque sei que ele é o tipo de pessoa que só aprende com os próprios erros, e eu sei que ele, infelizmente, comete vários, e ainda vai cometer muitos outros.
De qualquer forma, é o meu irmão mais novo (a bem dizer, o único que tenho).
Feliz aniversário, Júnior. .jpg)
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PS- Essa foi a mensagem que saiu publicada no jornal.
terça-feira, agosto 07, 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
Os meus livros
"Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.""ENCONTRO" (de Carlos Drummond de Andrade, 1956)
“No encontro malogrado entre a vida e Marciano(destrói o vento a haste sem que à flor cause dano)Deus murmura, de lado entre o divino e humano:- Comigo é que o marcaste”.
Hoje lembrei-me do livro “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino. É um dos livros da minha vida. Acho mesmo que é O LIVRO. E pensar que, quando cheguei a Portugal encontrei o personagem ‘de verdade’: O Daniel Abrunheiro.No nosso jantar do Bodo estivemos a falar desse livro e acabei por sonhar com isso, com um encontro entre Daniel Abrunheiro e Fernando Sabino. Dois génios. O que falariam? Se calhar, nada… Trocariam livros, com anotações de rodapé feitas a lápis, e apenas assim iriam cruzar impressões… Sabe-se lá…
Tenho outros livros de estimação:
O Anjo Pornográfico
Comédias da Vida Privada

O Crime do Padre Amaro
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
Guerra e Paz
A Sombra do Vento Esse foi um dos últimos que li e marcou-me para sempre. O meu cemitério dos livros esquecidos está no Brasil... Lá, dezenas de livros estão à minha espera. Quero trazer mais alguns comigo.
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