terça-feira, agosto 28, 2007

quinta-feira, agosto 23, 2007

Mais um desafio...

O que estavas a fazer há dez anos atrás?
De certeza que estava a trabalhar

O que estavas a fazer o ano passado?
A recuperar de um fecho de edição e a trabalhar...

5 snacks que eu gosto:
Bolachas tuc e studels
Pistachios
Patês (vários tipos, menos sardinha)
Manteigas e cremes com alho (o hálito é que mata)
Amendoins tostados com mel

5 músicas cujas letras conheço de cor:
Quando te vi (Beto Guedes)
Romaria (Elis Regina)
Teresinha (da Ópera do Malandro)
João e Maria (Chico Buarque)
Luísa (Tom Jobim)

5 coisas que faria se fosse milionária:
Parava de trabalhar
Comprava um cafofo em cada uma das minhas cidades preferidas
Não contava tostões com livros e filmes
Passava um ano internada na Corporacion Dermoestética e saía como nova
Talvez acabasse por me animar e seguir um dos mandamentos de Deus… (cada um tire as suas conclusões)… Hum…. Acho que não.

5 coisas que gosto de fazer:
Gosto de dormir
Gosto de ver bons filmes
Já disse que gosto de dormir?
Adoro viajar
Nunca é tarde para dizer que adoro dormir

5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
Umas calças amarelo gema de ovo horrorosas, em cetim, que a minha mãe me obrigou a vestir em criança. Traumatizou, viu, mãe?!
Botas brancas
Top e short de Lycra (já não tenho “catiguria”)
Collants brancos
Babados e laçarotes (uiiiiiiii, tudo junto)

5 brinquedos que eu gosto
Bichos de peluche
A minha Barbie (sim, tenho uma)
Monopólio
Bicicleta
Puzzles

Vou meditar e depois digo para quem eu passo

lembranças...

segunda-feira, agosto 20, 2007

As minhas 7 maravilhas

A Paula fez o desafio e depois de um fim-de-semana de reflexão (leia-se dormir), aqui dou as minhas respostas. É difícil enumerar as minhas sete maravilhas, mas não podia deixar de dizer estas:

7- A Internet. Para mim, é uma das sete maravilhas do mundo moderno. Quando bem utilizada, pode proporcionar muitas coisas boas.
6- Filmes, filmes, filmes…
5- Viajar. Adoro conhecer lugares novos, mas também gosto de visitar locais conhecidos. Na verdade, desde que seja para sair de casa, estou sempre pronta.
4- Livros, livros, livros… Ah, se eu ganhasse no euromilhões…
3- Cavenca, em Riba de Mouro. A terra dos meus pais é sempre uma lufada de ar fresco na minha vida.
2- A vida de casada. Já foi muito má, já foi muito boa. Está agora a passar por um momento de calmaria. É difícil acertar os ponteiros. Ele não é fácil, mas eu também não sou. Contudo, se for pesar os prós e os contras, a gente se entende… e bem.
1- Claro que é a minha Mãe (nem podia ser outra).

Agora desafio:

O meu tio
A Raquel
A Holandesa
e o Ventor

sexta-feira, agosto 17, 2007

Tudo na mesma como a lesma


Tenho tido pouco a dizer. Não tenho feito nada de especial, não aconteceu nada de fantástico na minha vida. Se a Priscila estivesse aqui, diria: “Fogo, véio… é sempre a mesma coisa. Você nunca tem nada para contar”.
Mandei um e-mail, para o Consulado do Brasil, a perguntar pelo meu título de eleitor e outras coisinhas mais. Pensei que iria demorar séculos a receber uma resposta. Contudo, no mesmo dia já tinha as respostas, dadas pela Cônsul-Geral Adjunta, num e-mail muito simpático.
Fiquei mesmo feliz. Pena é que, quando lá for, vou passar horas à espera de uma simples informação. E também não vou conseguir resolver tudo num dia.

E para não dizer que não acontece nada, hoje é um dia especial.
Há 29 anos atrás ele apareceu no mundo.
Não lembro da minha mãe grávida (será que ‘apaguei’ propositadamente da memória?), mas recordo que, quando ele nasceu, no dia seguinte, ou depois, me levaram ao hospital para vê-lo.
O que lembro desse dia: eu estava tão gordinha, que as calças apertavam na cintura. Até a minha mãe se espantou com isso, porque eu nunca fui gorducha. Nessa altura, andava a comer quase uma bisnaga sozinha (carência? Medo do bebé que poderia tomar o meu lugar?).
Bem, não tenho muitas lembranças dele bebé, com excepção dos lindos caracóis que ele tinha e da sua cara de mau, sempre com os machinhos carregados. Quando ele fez um ano, a minha mãe cortou o cabelo dele, e lá foram os caracóis. O mau feitio continuou.
Conforme os anos foram passando, os nossos conflitos eram cada vez maiores. Ele não conseguia aceitar o facto de ter uma irmã (leia-se, mulher) mais velha e com mais direitos do que ele. Eu não conseguia perceber porquê ele teve todos os bonecos do rambo (e muitos mais), enquanto a minha “pepa” foi comprada pela minha mãe e irmãos quase às escondidas do meu pai.
Saímos na porrada inúmeras vezes. Também nos defendemos outras tantas.
Acho que um dos dias mais tristes na vida dele foi quando casei. Até hoje evito um bocado ver as fotos do meu casamento onde estamos juntos. Poucos conseguirão perceber, mas eu vejo que o olhar dele está carregado de sentimentos. Sei que ele sentia que o estava a abandonar.
Não é o melhor irmão do mundo, mas também não é o pior. Ele só precisa crescer, de verdade. Tenho pena, porque sei que ele é o tipo de pessoa que só aprende com os próprios erros, e eu sei que ele, infelizmente, comete vários, e ainda vai cometer muitos outros.
De qualquer forma, é o meu irmão mais novo (a bem dizer, o único que tenho).


Feliz aniversário, Júnior.

PS- Essa foi a mensagem que saiu publicada no jornal.

terça-feira, agosto 07, 2007

sexta-feira, agosto 03, 2007

Os meus livros

"Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

"ENCONTRO" (de Carlos Drummond de Andrade, 1956)
“No encontro malogrado entre a vida e Marciano(destrói o vento a haste sem que à flor cause dano)Deus murmura, de lado entre o divino e humano:- Comigo é que o marcaste”.
Hoje lembrei-me do livro “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino. É um dos livros da minha vida. Acho mesmo que é O LIVRO. E pensar que, quando cheguei a Portugal encontrei o personagem ‘de verdade’: O Daniel Abrunheiro.
No nosso jantar do Bodo estivemos a falar desse livro e acabei por sonhar com isso, com um encontro entre Daniel Abrunheiro e Fernando Sabino. Dois génios. O que falariam? Se calhar, nada… Trocariam livros, com anotações de rodapé feitas a lápis, e apenas assim iriam cruzar impressões… Sabe-se lá…

Tenho outros livros de estimação:

O Anjo Pornográfico

Comédias da Vida Privada



O Crime do Padre Amaro

O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Guerra e Paz

A Sombra do Vento
Esse foi um dos últimos que li e marcou-me para sempre. O meu cemitério dos livros esquecidos está no Brasil... Lá, dezenas de livros estão à minha espera. Quero trazer mais alguns comigo.

terça-feira, julho 17, 2007

O meu pai

(meu irmão mais velho e o meu pai, num dos seus raros momentos de lazer. Ambos já partiram)

O meu pai, se vivo fosse, faria hoje 82 anos.
Tenho pensado nele o dia inteiro. Acho que este ano sinto mais essa data por causa da morte do Sr. Menezes Falcão. Eram da mesma geração.
Já ontem pensava nele. É que, no tempo em que o meu pai nasceu, os registos não eram muito claros a respeito de datas. Já ouvi dizer que teria nascido a 16 de Julho, a 18…
Não interessa.
É engraçado ver como o tempo, ao invés de apagar, torna mais vivas as lembranças. Não há um só dia na minha vida em que não lembre de algo relacionado ao meu pai ou a minha mãe. Ora são pequenos gestos, ora decisões, ora momentos…
Nunca fui muito próxima do meu pai. Mas, não eram necessárias grandes demonstrações de afecto para sabermos o quanto nós nos queríamos bem.
Eu ainda não sabia ler e o meu pai comprava-me revistas da turma da Mónica e da Disney. Sempre. E eu adorava. Sabia as histórias todas, só de olhar os desenhos.
Lembro-me de estar na segunda série e, numa prova de redacção, escrever uma poesia. O facto chocou a minha professora, que levou a poesia à direcção. Escusado dizer que quase fiz xixi pelas pernas abaixo quando fui chamada à directoria. Isso nunca tinha acontecido antes. Fiquei apavorada. E quase desmaiei quando vi o que queriam. Fui praticamente interrogada sobre a autoria do poema. Porque uma miúda de oito anos nunca poderia ter escrito algo assim.
Fizeram uma anotação na minha prova. De louvor, de parabéns. Meu pai nunca me disse nada. Mas sei que ele e minha mãe guardavam aquela prova numa pasta de documentos, no armário, na sala da casa velha.

Acho que foi aí que decidi escrever.
Para horror (e orgulho disfarçado) do meu pai.
Horror porque ele vivia a dizer mal dos jornalistas e acabou por ter uma. Eu antes dizia que ia ser médica e ele enchia-me de livros sobre o corpo humano. O meu pai não acreditava em brinquedos e acho que se pedisse um… era capaz de dar, mas contrariado… acreditava em alimentação e educação. Ainda bem.
No final das contas, nunca me disse nada, mas tinha um orgulho danado da filha. Ou não fosse eu a única mulher no meio de quatro rapazes. Não… não é só por isso. Ele ficava inflado quando ouvia os outros a falarem bem do trabalho que a filha desempenhava. Acho que era tudo o que lhe importava.
Eu teria muito a escrever sobre o meu pai. O quanto ele ajudou as pessoas, o quanto ele era inteligente, honrado e muitas outras qualidades. Era severo, mas poucas foram as vezes em que o foi comigo. Tirando uma noite, inesquecível, em que esperou por mim à janela (já eu maior de idade, de carro e tudo o mais) e me desancou de cima a baixo. Acho que a frase “não estou a criar uma filha para ser vagabunda” ficou nos meus ouvidos dias e dias.

Ele dizia que não tinha medo da morte. Tinha receio sim, era de ficar inválido, de dar trabalho, sofrimento… não a ele… aos outros.
Fui a última pessoa a estar com ele naquele hospital. Lembro, até hoje, que o último olhar dele foi para aquela padaria, onde passou toda uma vida; lembro de fazer cócegas em seus pés para obter alguma reacção, naquele coma em que se encontrava há dias; lembro de falar ao seu ouvido que se ele quisesse partir, nós iríamos sentir a falta dele, mas iríamos entender, porque só queríamos o seu bem.
No dia seguinte ele partiu.
Seu rosto, no caixão, era de uma serenidade enorme. Arrisco-me até a dizer, de alegria.

Eu queria muito que o meu pai me visse hoje, e que sentisse de mim o mesmo orgulho que sentia quando eu era pequenina.
Um beijo, pai. Fica com Deus.

sábado, julho 07, 2007

Blogue com grelos

Já perguntaram o que significa o prémio "Blogue com grelos" e, por isso, decidi postar o que significa. Maiores informações, aqui:

"O Prémio "Blogue com grelos" premeia mulheres que, na sua escrita, para além de mostrarem uma preocupação pelo mundo à sua volta, ainda conseguem dar um pouco de si, dos seus sentires e com isso tornar mais leve a vida dos outros. Mulheres, mães, profissionais que espalham a palavra de uma forma emotiva e cativante. Que nos falam da guerra mas também do amor. A escrita no feminino, em toda a net lusófona tem que ser distinguida."

sábado, junho 30, 2007

Um prémio

Estou habituada a, uma vez por ano, sugerir alguns prémios. É que a Gala d' O ECO tem muitas coisas planeadas em conjunto, incluindo os Prémios António Serrano.
Não posso dizer que nunca recebi um galardão. Já recebi, na década de 90, um da Prefeitura de São Gonçalo, acho que por incentivar a cultura (trouxe o bichinho para Portugal e nunca mais olhei para a cara dele). Acho que, da cerimónia daquela noite, as únicas coisas que retive na mente foi o vestido vermelho que usava e os gritos dos outros jornalistas quando anunciaram o meu nome (o que me fez passar vergonha, porque o apresentador, a rir, disse que eu tinha uma torcida imensa).

Passados tantos anos, eis que recebo da minha chefe:

E, mesmo sozinha em frente ao computador, sem o acompanhamento "da galera", eu ainda ouço os gritos deles. E lembro daquela menina, e vejo como ela está agora, passados tantos anos.
E se naquela altura não podia indicar outras pessoas (que mereciam mais do que eu), agora posso:

A primeira é Paula Sofia. Demoramos a aderir à blogosfera. Eu já tinha tentado uma incursão, mas não tive sucesso. Foi com o incentivo dela que retornei. Mas, prefiro muito mais as coisas que ela escreve. Eu deliro com as aventuras do João, que é um menino espectacular. E sempre gostei do jeito dela escrever.

A segunda é a Janete. Claro que estava à par do seu talento para a fotografia. Já é um hábito "trocarmos figurinhas" sobre esse asunto. Isso apesar de, claramente, termos estilos diferentes. Eu gosto da fotografia instantânea do tipo "paparazzi", enquanto a Janete é uma artista. Adoro suas fotos a P&B, acompanhadas de pequenos poemas (esses eu não sabia).

A terceira é a Adriana. Cheguei até ela pelo nome, é claro, e por gostar muito da Holanda. Mas, uma coisa é visitar a Holanda. Outra é viver lá. Gosto do que ela escreve. É directa e sincera no que diz.

A quarta é a Vanessa. É jornalista, mora no Peru e tem um jeito muito gostoso de escrever, sobre vários assuntos.
Gostaria ainda de entregar o galardão à Cora, Maria, Denise, Márcia, Van or, Virginia, Ciça, Lu Brasil, Holandesa, Sofia, Agridoce, Karina, Carla, Ale, Giorgia, Ana, Renata, Flávia...
Beijos

quinta-feira, junho 28, 2007

Dia de mulherzinha

Dois posts num dia (e na realidade nenhum, porque só foto não deve valer e este também não).
Mas, eu não consigo resistir a divulgar este texto.
As mulheres vão entender...

Simplesmente saudades

Saudades de quem está do outro lado do oceano... Saudades de quem já partiu...

terça-feira, junho 26, 2007

Do amor e outros demónios

Ufa…
Foi muito tempo sem um post, umas férias de m*e*r*d*a e outras coisitas mais…
Marido doente (quem tem um homem adulto em casa sabe o quanto é triste vê-los voltar aos cinco anos por conta de tudo e qualquer coisa… miséria…). Ainda tive a secreta esperança, ao levá-lo ao Hospital, que decidissem ficar com ele. Pensei em pedir ao director (PELO AMOR DE DEUS!) que o acolhesse durante uma semaninha (uma espécie de spa - para mim, claro está)… Mas necas… O amor é phoda.
Desânimo, falta de colo de mãe, … uns dias mesmo solitários. Senti-me a verdadeira tiririca do brejo. Ainda hoje ouvi uma frase (disseram-me que é de Santo António) que cabe perfeitamente na minha vida:
“Só te pertence aquilo que podes levar contigo na hora de tua morte”
E como os meus cabelos ainda me pertencem (até ver), decidi fazer umas experiências malucas no computador. O resultado?


Ah, não poderia deixar de apresentar a ‘minha gata’, uma companheira super-desinteressada (cof…cof…), que me segue por tudo quanto é lado (principalmente quando estou com uma lata de comida para felinos na mão) e que dorme em qualquer sítio (principalmente na cama, do lado da sua ‘humana de estimação’ que tenta conquistar míseros cinco centímetros de colchão) … Um mimo…

E Pombal?
Continua melhor que nunca. A verdadeira terra dos fenómenos. Esta semana foi para tentar voltar ao ritmo, já que eu fiquei de boca aberta com míseros acontecimentos (férias é fogo).

segunda-feira, junho 04, 2007

Fazer o bem

Lembro de estar na Universidade (há uns 15 anos… uhuuuuu., como o tempo passa) e os estudantes de Medicina promoverem uma recolha de sangue. Nunca tinha participado e, por isso, entrei logo na fila.
Após muito tempo, quando cheguei à mesa, uma das moças me olhou de cima a baixo. Fiquei incomodada, afinal, eu não ia para nenhum concurso de miss para ser assim avaliada. E ela: “Suba naquela balança”. Subi. O visor apontou para os 47 quilos. “Não… você não pode doar sangue”. E eu, muito mais incomodada: “Por quê?”, e ela: “Deve engordar mais três quilos antes de doar sangue. O mínimo é 50”.
Saí ruborizada, afinal, eu nunca tinha chegado perto dos 50…

15 anos depois e 12 quilos a mais

Afinal, já consegui doar sangue. Só não o faço mais por causa das viagens ao Brasil. A cada vez que vou à terrinha são dois anos de quarentena.
Este fim-de-semana, consegui realizar outro objectivo: entrar na listagem internacional de dadores de medula. Aproveitei a reportagem da iniciativa, feita num colégio e a favor de uma professora com leucemia, para poder fazer a doação.
Não dói (só ficou um roxinho, mas porque sou super-branquela), não custa nada e você se sente super-bem com a possibilidade de poder vir a salvar uma vida.
Eu recomendo.
Por favor, não se iniba. Faça a sua parte e doe.

Maiores informações no:

Centro de Histocompatibilidade do Centro
Praceta Prof. Mota PintoEdifício S. Jerónimo - 4º piso - Apartado 9041 3001-301 Coimbra
Tlf: 239 480700Fax: 239 480790
e-mail: geral@histocentro.min-saude.pt

quinta-feira, maio 31, 2007

A minha família - parte II

Depois de ter postado uma foto dos meus avós maternos, senti-me na obrigação de ter também uma foto dos meus avós paternos.

Adriano e Albertina




A minha mãe contava-me que eu era para ser "Ana Lúcia". Só que... ela ainda estava na maternidade quando o meu pai chega e diz que 'tinha estado a conversar com uma senhora', que 'o nome Adriana é bonito' e que 'era uma homenagem ao meu pai'... E a minha mãe, pobre portuguesinha que nem um ano de Brasil tinha, a pensar: "Teve três filhos antes e só pensou no pai agora?! GRGRGRGRGRGR".

E assim surgiu a Adriana.

Isso dos nomes, na minha família, dá um post gigante... é cada história...

segunda-feira, maio 28, 2007

O primeiro "meme" a gente nunca esquece

O meu tio passou-me um "meme" e eu, parva de todo, fiquei orgulhosa sem sequer ao certo saber o que era um.

Fui correndo ao Google e a primeira definição veio da Wikipédia:

"Um meme, termo cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller controverso O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que respeita à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se. Os memes podem ser ideias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética".



Eu tenho um meme que foi-me entregue pela minha mãe. Não é que me lembre dele todos os dias, mas considero-o muito especial na minha vida:



"Se teu amigo é mel, não o lambas todo"





Para algumas pessoas, pode ser um ensinamento banal, mas para mim é muito importante. Detesto conhecer as pessoas e colar-me a elas (ou vice-versa). Tenho uma grande amiga que não vejo há meses e, nem por isso, deixa de ser a minha amiga. Não é necessário gostarmos das mesmas coisas, não é necessário trocarmos prendas, nem nada disso. Falamos quando queremos ou precisamos - não há obrigações -, e não invadimos o espaço uma da outra. É uma excelente amiga, a irmã que não tive.

quinta-feira, maio 24, 2007

A Minha Família

Tenho um tio em Coimbra. É da GNR e tem dois blogs fantásticos - o MEMÓRIAS e o MOMENTOS -, que me enchem de orgulho. Para mim são muito especiais os seus posts sobre a nossa família. O que escreveu sobre o meu avô (aqui) e (aqui), sobre a minha avó (aqui) e outro em que publicou uma foto dos dois (aqui).

Tenho muita pena de nunca ter tido uma convivência familiar ao estilo tios-primos-avós...

Não conheci meus avós paternos. Não conheci o meu avô materno, e a minha avó materna vi apenas duas vezes.

João e Maria

quarta-feira, maio 23, 2007

Trigo limpo, farinha Amparo

Acordei hoje e vi, pela televisão, que a partir do ano que vem vai entrar em vigor o sistema único de pagamentos na Europa (SEPA).
E o que é isso?
Simples... Significa que os movimentos no multibanco (levantar dinheiro, carregar telemóveis, consultar saldos...) vão passar a ter custos. Isso tudo para que, em 2010, qualquer transação na europa custe o mesmo valor.
Fantástico, não?
Vou apoiar e muito essa decisão... Mas só no dia em que decidirem igualar o salário mínimo nacional a outros pagos na Europa...

Acho que vou começar a guardar dinheiro embaixo do colchão...

* suspiro *

sexta-feira, maio 11, 2007

A pedidos

Vou falar um pouquinho sobre os bastidores da Gala do jornal.
Das centenas de pessoas que passaram naquela noite pelo Teatro-Cine de Pombal, nem uma dezena delas sabe o trabalho que dá organizar um evento daqueles.
Foram dias e dias de grande stress, de ideias, de problemas e soluções.
Sempre digo que é impressionante o trabalho que temos e que se esgota em poucas horas, mas, também digo várias vezes que é um grande prazer observar o rosto das pessoas, a surpresa e o prazer que sentem naquela noite.
Com os convidados sentados (e muitos em pé), a gala começou e poucos eram aqueles que viam eu e a Janete, junto a um computador, lá atrás, a controlar um powerpoint com imagens dos homenageados. Escusado dizer que, lá de trás, ao ver o Teatro todo levantar-se para aplaudir o Gugu foi uma imagem que vai permanecer na minha mente durante muito tempo, tamanha emoção. Lembrei-me da homenagem que a Força Aérea Brasileira prestou ao meu irmão mais velho quando ele morreu… Os bons morrem cedo… Eu acredito nisso.
Adiante…



Quase ninguém sabia que eu tinha combinado com a nossa equipa de subir ao palco, depois do discurso da Paula, para lhe entregar flores. Afinal, homenageamos a todos e nunca a nós mesmos. Eu tinha passado a semana inteira a dizer que ia subir ao palco e sambar, por isso, quase não me contive ao ver o rosto “chocado” com que ela me contemplou, ao ver-me subir. Ainda arrisquei um passinho de dança, mas ela parecia tão assustada que nem continuei…rsrsrsrsrsrs.
Logo a seguir, os amigos do Gugu decidiram fazer uma homenagem e, juro, pensei que tinha “rios negros” de rímel quando saí do palco. Foi comovente.
Bem…
Quem me conhece sabe que tenho um jeito muito desportivo e sabe que, apesar de ser apenas uma vez ao ano, usar um vestidinho todo cheio de salamaleques e sapatos de salto não é para mim. E fiquei um bocado nisso: ia lá fora recompor-me, tratar de detalhes e falar com algumas pessoas; voltava para a gala e apreciava o fruto do nosso trabalho.
O concerto da Mafalda Arnauth foi muito bom. Não a considero “A VOZ”, mas acho que isso tudo é compensado pela forma como ela interpreta as músicas. Não gosto de ouvir grandes cantores se eles forem mecânicos. Aprecio o contacto com o público e mesmo alguns erros quando sei que são de coração. Adorei o concerto.
Na hora do champagne de honra os meus pés já tinham pedido o divórcio de mim. Contudo, como eu me amo, não podia deixar que essa separação ocorresse e, rapidamente calcei minhas amadas botas rasteiras.
ALEGRIA, ALEGRIA…
Foi aí que comecei a curtir, em grande, a Gala. A bebericar um champagnezinho, a falar com um, com outro… Ah, as bolhinhas que saíam do flute eram a minha felicidade, uma parceria que quase terminou mal numa operação stop.
A noite continuou no “No Milk” com um grupo realmente fixe.
Foi a nossa sexta Gala. Dessas, só perdi uma (estava no Brasil), e acho que são cada vez melhores.

sexta-feira, maio 04, 2007

É Hoje